Mercado Brasileiro

De acordo com a OCDE – Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico – em sua pesquisa “Education at a Glance – 2018”, apenas 17% de brasileiros entre 25 e 34 anos completam o ensino superior, menos de metade da média dos países da OCDE, de 44%, e muito aquém da taxa de outros países em desenvolvimento, como Chile e México, com índices de 30% e 23%, respectivamente, indicando potencial de continuidade de crescimento do setor no Brasil.

Este potencial de mercado também é visível ao compararmos o volume de matrículas na Educação Básica, de 48,6 milhões em 2017 de acordo com dados do Censo da Educação Básica do INEP/MEC, com o volume de matrículas em Ensino Superior, de 8,3 milhões em 2017, segundo o Censo da Educação Superior do INEP/MEC.

Dados divulgados pelo INEP demonstram que o Ensino Superior apresentou significativo crescimento entre 2003 e 2017, sendo que o setor privado apresentou um crescimento nas matriculas superior ao setor público. Com isso, o setor privado elevou sua participação de mercado de 70% em 2003 para 75% em 2017, enquanto que o setor público teve sua participação reduzida de 30% para 25%. Esta dinâmica corrobora as expectativas de participação cada vez maior das instituições privadas no ensino superior. Abaixo demonstramos a evolução de matrículas no ensino superior presencial, segregando entre de matrículas em instituições públicas e privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2017

Diferentemente do segmento de Educação Básica, o Ensino Superior tem a presença de muitas entidades privadas, as quais foram responsáveis por grande parte do crescimento no número total de matrículas nos últimos anos, consolidando seu papel de principal provedor de Ensino Superior no Brasil.

No Brasil, as instituições de Ensino Superior públicas são direcionadas para servir como centros de excelência e pesquisa, com padrões de admissão extremamente competitivos e capacidade de expansão limitada. Já as instituições de Ensino Superior privadas voltam suas atenções para as exigências profissionais impostas pelo mercado de trabalho e desenvolvem programas flexíveis para atender às necessidades dos jovens trabalhadores.

A partir da promulgação da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, ou Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Governo Federal lançou uma série de medidas para incentivar o investimento privado no segmento de educação superior. As principais iniciativas adotadas foram a flexibilização das regras para a abertura de cursos e instituições e a regulamentação da lei que permitiu a existência de instituições de Ensino Superior constituídas como empresas com fins lucrativos.

Presença Kroton Atual

Mercado Brasileiro

O Ensino a Distância surge como opção para aumentar a penetração do Ensino Superior no Brasil, em virtude de suas mensalidades possuírem valores inferiores às do Ensino Presencial, o que aumenta substancialmente o número de pessoas com poder aquisitivo necessário para frequentar esses programas. Entre 2003 e 2017, o Ensino a Distância cresceu a uma taxa composta de 29%, sendo a modalidade que mais cresceu do Ensino Superior. Entre 2016 e 2017, o EAD registrou alta de 18%, contando com 1,8 milhões de alunos matriculados em 2017, segundo dados do INEP/MEC. Abaixo demonstramos a evolução no número de matrículas no ensino superior à distância, segregado entre matrículas em instituições públicas e matrículas em instituições privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2017

Nós estamos muito bem posicionados neste segmento, com grandes bandeiras de Ensino a Distância no país, Unopar e Anhanguera, atualmente entre as maiores instituições de Ensino a Distância no Brasil, fazendo com que este seja um importante condutor de crescimento de nossas operações.

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Mercado Brasileiro

O sistema de Educação Básica no Brasil está dividido em três ciclos de ensino: ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio. No Brasil, a Educação Básica inicia-se geralmente aos três ou quatro anos de idade e tem uma duração média de aproximadamente 14 ou 15 anos.

O Brasil fez grandes progressos na Educação Básica nos últimos dez anos com aumentos significativos na base de matrículas e nas taxas de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), a taxa de escolarização atingiu 99,2% considerando a população entre 6 e 14 anos, e 87,9% considerando a população entre 15 e 17 anos. Adicionalmente, 32,8% dos jovens de 18 a 24 anos estavam frequentando escola em 2016.

De acordo com dados do Censo da Educação do MEC/INEP, em 2017, o Brasil apresentou um total de 48,6 milhões de matrículas na Educação Básica, sendo 39,7 milhões na rede pública e 8,9 milhões na rede privada, incluindo todas as categorias de ensino dentre educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e educação profissional. Do total, 27,3 milhões de matrículas correspondem ao ensino fundamental, 7,9 milhões ao ensino médio e 8,5 milhões ao ensino infantil, os três maiores setores de ensino do mercado brasileiro. Abaixo demonstramos a evolução de matrículas na educação básica, segregando entre instituições públicas e privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2017

O setor está se profissionalizando significativamente e acreditamos que os principais resultados de avaliação tanto na rede privada quanto na rede pública, dentre eles o Exame Nacional do Ensino Médio, ou ENEM, e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB, comprovam a maior eficácia dos nossos Sistemas de Ensino, o que nos faz prever a sua maior penetração nas redes públicas e privadas.

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Após a incorporação da Somos, a Kroton passou a contar com a mais completa plataforma de soluções, produtos e serviços para Educação Básica no Brasil, incluindo escolas próprias, conteúdo pedagógico físico e digital, avaliações, treinamento de professores, conteúdo de educação complementar (contra turno), tecnologia educacional e outros serviços.

O Segmento de Educação Básica da Kroton passa a ser estruturado em duas grandes Unidades de Negócio:

I. Plataforma Integrada de Serviços K12 & PNLD/Contratos Oficiais: engloba todos os produtos e serviços oferecidos para escolas parceiras, como: conteúdo físico e digital, assessoria pedagógica, avaliação, treinamento de professores, conteúdo de educação complementar (contra turno), tecnologia educacional entre outros serviços. Neste segmento também estão considerados os serviços prestados relativos ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e demais contratos firmados com órgãos oficiais. O negócio de PNLD/Contratos Oficiais utiliza o mesmo Editorial, áreas de apoio, marketing, etc das plataformas integradas K12, e para melhor refletir o negócio na sua integridade (sem necessidade de rateios), ambos os negócios foram agregados, mas suas receitas foram destacadas para permitir análise segregada de crescimento de ambos os negócios.

II. Gestão de Escolas: compreende o desempenho das escolas de educação básica próprias, bem como dos contratos de gestão de escolas de terceiros (onde grandes empresas/organizações nos contratam para gerir suas unidades escolares), além de todas as operações do Red Balloon (escolas próprias, franquias e in-schools). A operação da Red Balloon está consolidada na Unidade Gestão de Escolas, pois a maioria dos seus alunos estuda em unidades autônomas.

Última atualização: 14 agosto, 2019