Mercado Brasileiro

De acordo com a OCDE – Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico – em sua pesquisa “Education at a Glance – 2017”, apenas 17% de brasileiros entre 25 e 34 anos completam o ensino superior, menos de metade da média dos países da OCDE, de 43%, e muito aquém da taxa de outros países em desenvolvimento, como Chile e México, com índices de 30% e 22%, respectivamente, indicando potencial de continuidade de crescimento do setor no Brasil.

Este potencial de mercado também é visível ao compararmos o volume de matrículas na Educação Básica, de 48,8 milhões em 2016 de acordo com dados do Censo da Educação Básica do INEP/MEC, com o volume de vmatrículas em Ensino Superior, de 8,0 milhões em 2016, segundo o Censo da Educação Superior do INEP/MEC.

Dados divulgados pelo INEP demonstram que o Ensino Superior apresentou significativo crescimento entre 2003 e 2016, sendo que o setor privado apresentou um crescimento nas matriculas superior ao setor público. Com isso, o setor privado elevou sua participação de mercado de 70% em 2003 para 75% em 2016, enquanto que o setor público teve sua participação reduzida de 30% para 25%. Esta dinâmica corrobora as expectativas de participação cada vez maior das instituições privadas no ensino superior. Abaixo demonstramos a evolução de matrículas no ensino superior presencial, segregando entre de matrículas em instituições públicas e privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2016

Diferentemente do segmento de Educação Básica, o Ensino Superior tem a presença de muitas entidades privadas, as quais foram responsáveis por grande parte do crescimento no número total de matrículas nos últimos anos, consolidando seu papel de principal provedor de Ensino Superior no Brasil.

No Brasil, as instituições de Ensino Superior públicas são direcionadas para servir como centros de excelência e pesquisa, com padrões de admissão extremamente competitivos e capacidade de expansão limitada. Já as instituições de Ensino Superior privadas voltam suas atenções para as exigências profissionais impostas pelo mercado de trabalho e desenvolvem programas flexíveis para atender às necessidades dos jovens trabalhadores.

A partir da promulgação da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, ou Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Governo Federal lançou uma série de medidas para incentivar o investimento privado no segmento de educação superior. As principais iniciativas adotadas foram a flexibilização das regras para a abertura de cursos e instituições e a regulamentação da lei que permitiu a existência de instituições de Ensino Superior constituídas como empresas com fins lucrativos.

Presença Kroton Atual

Posição de 21/05/2018

Mercado Brasileiro

O Ensino a Distância surge como opção para aumentar a penetração do Ensino Superior no Brasil, em virtude de suas mensalidades possuírem valores inferiores às do Ensino Presencial, o que aumenta substancialmente o número de pessoas com poder aquisitivo necessário para frequentar esses programas. Entre 2003 e 2016, o Ensino a Distância cresceu a uma taxa composta de 30%, sendo a modalidade que mais cresceu do Ensino Superior. Entre 2015 e 2016, o EAD registrou alta de 7%, contando com 1,5 milhões de alunos matriculados em 2016, segundo dados do INEP/MEC. Abaixo demonstramos a evolução no número de matrículas no ensino superior à distância, segregado entre matrículas em instituições públicas e matrículas em instituições privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2016

Nós estamos muito bem posicionados neste segmento, com grandes bandeiras de Ensino a Distância no país, Unopar e Anhanguera, atualmente entre as maiores instituições de Ensino a Distância no Brasil, fazendo com que este seja um importante condutor de crescimento de nossas operações.

Presença Kroton Atual

Posição de 31/01/2018

Mercado Brasileiro

O sistema de Educação Básica no Brasil está dividido em três ciclos de ensino: ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio. No Brasil, a Educação Básica inicia-se geralmente aos três ou quatro anos de idade e tem uma duração média de aproximadamente 14 ou 15 anos.

O Brasil fez grandes progressos na Educação Básica nos últimos dez anos com aumentos significativos na base de matrículas e nas taxas de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), a taxa de escolarização atingiu 99,2% considerando a população entre 6 e 14 anos, e 87,9% considerando a população entre 15 e 17 anos. Adicionalmente, 32,8% dos jovens de 18 a 24 anos estavam frequentando escola em 2016.

De acordo com dados do Censo da Educação do MEC/INEP, em 2016, o Brasil apresentou um total de 48,8 milhões de matrículas na Educação Básica, sendo 39,8 milhões na rede pública e 9,0 milhões na rede privada, incluindo todas as categorias de ensino dentre educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e educação profissional. Do total, 27,7 milhões de matrículas correspondem ao ensino fundamental, 8,1 milhões ao ensino médio e 8,3 milhões ao ensino infantil, os três maiores setores de ensino do mercado brasileiro. Abaixo demonstramos a evolução de matrículas na educação básica, segregando entre instituições públicas e privadas:

             Fonte: Censo Inep/MEC 2016

O setor está se profissionalizando significativamente e acreditamos que os principais resultados de avaliação tanto na rede privada quanto na rede pública, dentre eles o Exame Nacional do Ensino Médio, ou ENEM, e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB, comprovam a maior eficácia dos nossos Sistemas de Ensino, o que nos faz prever a sua maior penetração nas redes públicas e privadas.

Presença Kroton Atual

No segmento de Educação Básica, o principal negócio da Kroton é a oferta, por meio da Rede Pitágoras, de seu Sistema de Ensino, incluindo coleções de livros didáticos, treinamento para professores, avaliação educacional e outros serviços para escolas privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Em 2018, a Companhia está atendendo um total de 687 Escolas Associadas e aproximadamente 227 mil alunos no setor privado, crescimentos de 2,2% e 3,1%, respectivamente, frente ao ano passado. A Kroton continuará reforçando a qualidade do modelo pedagógico e a criação de diferenciais para o Sistema de Ensino Pitágoras. O segmento também realiza a gestão de escolas, notadamente para grandes empresas, além de possuir escolas próprias.

Dentro da estratégia de expansão da Companhia já divulgada ao mercado, a Kroton criou a “Saber”, uma holding exclusivamente dedicada ao mercado de Educação Básica. A Saber englobará todos os negócios atuais de Educação Básica, como sistemas de ensino e operação de escolas próprias e de contratos, além dos negócios que a Companhia vier a realizar neste segmento no futuro, incluindo aquisições de ativos e sua subsequente expansão por meio de novas unidades, utilizando a marca do ativo adquirido. Cabe ressaltar que as instituições sob a holding Saber terão seus projetos pedagógicos mantidos, uma vez que estes concentram boa parte do valor atribuído à marca.

Em abril, a Saber concluiu sua primeira aquisição com a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci (“CELV”). Instituição fundada nos anos 1990 e localizada em Vitória, Espirito Santo, o CELV possui uma infraestrutura diferenciada, atendendo a 1.311 alunos (base dezembro de 2017), dos quais 71% em regime integral. O CELV é uma instituição com foco em qualidade e foi o 1º colocado no ENEM do estado por 6 vezes nos últimos anos, além de possuir programa bilíngue do Ensino Infantil ao Médio, incluindo opção por diploma High School, que permite ingresso em universidades americanas.

Mais recentemente, em 22 de abril, a Saber também anunciou a assinatura do acordo de compra do controle da Somos Educação S.A., que atua de forma complementar, oferecendo alta qualidade nos mais diferentes produtos e serviços de Educação Básica, que compreendem colégios, sistemas de ensino, livros didáticos, editoras e cursos de idiomas. Com esta aquisição, a Saber atenderá 37 mil alunos em escolas próprias, 25 mil alunos em cursos de idiomas, 1,2 milhão de alunos em escolas particulares parceiras, além de atingir cerca de 33 milhões de alunos de escolas públicas por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). A Saber também se torna uma importante comunidade de professores usuários de seus produtos e serviços no Brasil, com aproximadamente 85 mil profissionais no ensino privado e 1,7 milhão de professores da rede pública. A concretização da operação está condicionada à avaliação e aprovação prévia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até as devidas validações, bem como a deliberação do órgão regulador, as empresas seguirão atuando de forma totalmente independente.

Última atualização: 16 agosto, 2018